Apago a luz do quarto e tudo o que consigo ver são estrelas. Dei-me o trabalho de colocá-las no teto porque preciso sentir-me em um lugar mais bonito, e não é que está funcionando? Deito-me na cama e passo horas, até dormir, olhando para cima. E então uma delas me lembra você - a maior de todas. Sinceramente, nesse ponto não houve nenhuma mudança. Com ou sem estrelas eu penso em você, antes de dormir, nos intervalos em que acordo de madrugada e quando o despertador toca avisando para eu me levantar. Mas, voltando à estrela, ontem deu-me uma vontade de nomeá-la com o seu nome, mas eu não o fiz, não, nem farei, tenho medo que um dia aquela estrela caia e eu não consiga segurar. E você caindo do céu em que eu lhe coloquei eu não quero, não. Quem sabe se você fosse uma estrela cadente - que bobagem -, seria bonito lhe ver caindo em cor e no mesmo instante eu fazer um pedido, mas na realidade isso não existe porque o meu pedido é você. É você o meu maior desejo, meus pensamentos bobos, minha estrela e o lugar mais bonito em que eu me sinto bem.
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