Talvez você devesse saber, não só daquilo mas também dos sonhos, dos pensamentos, dos suspiros. É, talvez você devesse saber, mesmo que não compreendesse, e, se compreendesse, não entendesse. Talvez você devesse saber, mas não precisasse. Talvez você quisesse, no fundo eu queria que você quisesse saber, porque eu me faço perguntas e uma delas é se você também se faz. Talvez você devesse saber não só daquilo ou dos sonhos ou pensamentos ou suspiros, talvez eu pudesse te contar e as coisas mudassem, porque no fundo eu quero mudanças mesmo sabendo que algumas coisas não mudam, e esta eu realmente não quero que mude porque é uma das coisas mais bonitas em mim, senão a única, ou que já aconteceu na minha vida. Talvez eu também devesse saber caso você tivesse algo pra me contar, e , se eu não devesse, que te fosse suficiente o meu querer, porque eu quero saber, e se o meu querer não tem importância, que seja importante a minha necessidade. Talvez se você quisesse saber, talvez eu te contasse, talvez se você compreendesse ou aceitasse, talvez as mudanças acontecessem e, dado o fato, talvez aquilo que é bonito em mim ou na minha vida, até mudasse, ficando ainda mais, e talvez se você também me contasse, talvez eu pudesse te contar que.
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